Quinta-feira | Maio 15, 2008

A minha vida

Na minha aldeia, vive recolhida,

Entre sonhos fantásticos, diversos,

Esta luz de alma, outrora amanhecida,

Que fez, morrendo, a noite dos meus versos

 

Na religiosa tarde comovida,

Se vejo os astros, pelo Azul, dispersos

Muitas lágrimas triste, de fugida,

Vêm constelar os meus olhos de Universos

 

Eu vivo nestes montes solitários,

Que são, de longe, espectros de Calvários,

Distâncias donde sobe etérea prece….

 

Vivo cantando a dor misteriosa

Que amortalha, em silêncio, cada cousa

E que o meu frio rosto empalidece.

 

 

                              

 

 

Teixeira de Pascoaes, “A minha vida”  

Escrito por Rui em 20:56:36 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira | Abril 17, 2008

Dia Mundial do livro

Ontem fui à China, passei pela Índia no meu livro.



Rui Gonçalves


Escrito por Rui em 18:54:44 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira | Abril 01, 2008

Escrita Criativa

Ao entardecer os campos enchiam-se de neblina, o Pico ficava baço e monumental nas águas. Dos lados da estrada da Caldeira sentiu-se uma tropelada, depois pó e um cavaleiro no encalço de uma senhora a galope.
- Slowly! Let go him alone…
Os cavalos meteram a trote e puseram-se a par. O de Roberto Clark vinha suado, com um pouco de espuma na barriga e sinal de sangue num ilhal. O de Margarida, enxuto, meteu a passo.
- Ah, não posso mais…
Disse um cavaleiro já cansado, eu não tenho forças para lutar mais nesta guerra que já tem 5 anos de duração.
 O cavaleiro olha em há sua volta e imaginou que tudo não passava de um sonho, mas de súbito aparece um outro cavaleiro que o chama para a realidade, mas ele não reage mas ele não desistiu e voltou a chamar, e o cavaleiro viu que não era nenhum sonho.
E que tinha que voltar para o mundo real, mas aquele era um mundo completamente diferente do que deveria ser, tinha carros a arder era só fumo no ar e chamas por todo o lado e casas arder e a caírem abaixo, tinha também muitos mortos naquele lugar.
Não se conseguia ver nada porque era noite e havia muito fumo no ar.
Já no dia seguinte o cavaleiro acorda com um pensamento que era o último dia daquela guerra. Levanta-se e vê que ainda havia muito fumo no ar mas ele conseguia ver, que haviam muitos feridos e mortos com aquela guerra.
E lá estava a guerra dos 5 anos eles tinham menos homens, mas eles lutavam com garra, e com espírito de vitória.
Começaram por fazer um plano, que era fazer umas armadilhas para eles caírem lá e depois serem mortos e fazer umas armadilhas no chão que era para eles lá caírem.
Alguns caíram nas armadilhas e foram mortos mas outros mais inteligentes não caiam nas armadilhas, mas eram mortos também e assim a guerra acabou com os cavaleiros vencedores, a aquela guerra ficou a ser conhecida como a guerra dos 5 anos e 1 dia.
Mais tarde as pessoas que falavam sobre aquela guerra lembravam-na com a vitória dos cavaleiros da nação.
Escrito por Rui em 10:41:52 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira | Março 06, 2008

A GRAVURA

E o sonho com uma gravura que havia, muito do meu gosto?
Sonhei que aquilo tudo era real: vi-a animar-se, mexerem-se as figuras...
Nisto abria-se o portão. Por uma *alameda abaixo vinham dois cavaleiros e uma amazona. Ela falava e ria-se e até voltava a cara para trás. Procurava com os olhos um belo cavaleiro, *desirmanado do grupo, que montava um cavalo bravio. Também havia mais cavaleiros e amazonas, que se não distinguiam lá muito bem.
Mas tudo aquilo era bonito, era elegante.
Saíram todos do portão, finalmente, e até uma das damas, com a ideia que teve de arrancar um *tronquinho de hera, ia caindo do cavalo abaixo.
Deixei de ouvir o *trupe dos cavalos e as vozes e vi-me sozinha. Só, só de todo! No meio do campo. Fazia um luar divino. E todo o meu desgosto era de não ser fidalga, de não pertencer também à cavalgada.
Pus-me a andar de um lado para o outro e a falar só. Porque não tinha eu ido com eles? Com eles é que eu devia ter ido! À noite vestiria um fato de baile...
Olhei para o chão, que me pareceu todo *malhado. Eu não devia pisar nenhuma daquelas malhas. Eram de luar líquido. Devia saltar por cima delas, e era o que fazia. Dava cada salto! Cheguei a saltar de árvore para árvore. De cima de uma delas até descobri um salão onde as fidalgas andavam a dançar.
Lá lá lá...lá lá lá...lá lá lá...Que valsa tão doce e tão agradável! Conhecia-a tão bem!
Eles, de calção de seda e de meia alta, elas, *de cauda...
Deixem-me dançar também, dizia eu, sem que ninguém me pudesse ouvir. Por fim agarrei-me a uma árvore e pus-me a andar à roda.
Mas que vergonha, que vergonha! Descobriram-me!
Nisto acordei.   

 

 

 

 

A Gravura de Irene Lisboa faz parte das histórias sobre os Sonhos in «Uma Mão Cheia de Nada Outra de Cousa Nenhuma», Porto, Livraria Figueirinhas,

 



*alameda - passeio público.
*desirmanado - pessoa que se separou (i)da outra pessoa com quem fazia par.(ii) do grupo.
*tronquinho - ramo muito pequeno.
*trupe - ruído ou barulho.
*malhado – manchas.
*de cauda - designa o vestido comprido do baile.

Escrito por Rui em 17:49:36 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira | Janeiro 30, 2008

O Acidente

 

No início da tarde de 1980 de 21 de Janeiro, Paulo acorda uns dias depois do coma e pergunta o que é que se tinha passado à sua mulher Maria.
E a Maria diz-lhe para ele descansar porque estava fraco.
Alguns dias depois o Paulo volta a perguntar-lhe.
Ela diz-lhe que foi um acidente de automóvel e diz-lhe também que foi uma sorte ele ter sobrevivido porque o carro ficou todo desfeito.
O Paulo pediu para ela lhe contar ao pormenor tudo o que se passou.
A Maria, então, começou a dizer-lhe como foi, começou por dizer que ia a conduzir na auto-estrada, quando um carro em contra mão (agora muitos carros vem em contra mão) e tu conseguiste desviar-te a tempo mas não conseguiste evitar um despiste.
O Paulo ficou espantado com o que a Maria lhe contou, mas ele como não se lembrava não disse nada. O Paulo, curou-se e a sua vida correu normalmente ao lado da Maria.            
Escrito por Rui em 20:50:34 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira | Janeiro 17, 2008

Sexta-Feira ou a Vida Selvagem – O Diário do Naufrágio

Ao fim da tarde de 29 de Setembro de 1759, o céu obscureceu--se de repente na região do arquipélago Juan Fernandez, a cerca de seiscentos quilómetros ao largo das costas do Chile. A tripulação doVirgínia reuniu-se no convés para ver as pequenas chamas que pareciam no cimo dos mastros e vergas do navio.
À noite, quando o capitão Van Dayssel viu que uma rabanada de vento rebentara uma das velas como de fosse um balão, deu ordens aos seus homens para arriarem as outras e se fecharem com ele no interior, à espera que a tempestade passasse.
Actividade da Galeota Holandesa:
O Capitão jogava tranquilamente ás cartas com Robinson em quanto o temporal rugia lá fora. Estava-se em meadas do século XVIII.
Robinson deixara em York a mulher e os dois filhos, com o objectivo de explorar a América do Sul e ver se conseguia organizar trocas comerciares proveitosas entre o seu país e o Chile. Algumas semanas antes, o Virgínia contornava o continente Americano dobrando heroicamente o terrível cabo Horn, e rumava agora para Valparaíso, onde Robinson queria desembarcar.
A Tempestade:
A vantagem das tempestades está em que nos libertam de preocupações. Não há nada a fazer contra os elementos enfurecidos. Portanto, nada fazemos. Entregamo-nos nas mãos do destino.
Nesse mesmo momento, a lanterna suspensa de uma corrente que iluminava a cabine descreveu um arco de círculo, indo estilhaçar- -se de encontro ao tecto. Antes de tudo mergulhar em completa escuridão, Robinson ainda teve tempo de ver o capitão deslizar a cabeça por cima da mesa. Levantou-se e dirigiu-se para a porta.
O Tsunami:
Uma forte corrente de ar fez-lhe compreender que já não havia porta.
O mais aterrador de tudo era que, depois do constante balanço e vaivém do navio, que duravam havia vários dias, aquele ficara completamente imóvel.
A procura de um meio de salvação:
Robinson avistou no convés um grupo de homens esforçando-se por lançar à água um escaler de salvamento.
 
A chega a Ilha:
Quando Robinson voltou a si, encontrava-se deitado, o rosto na areia.
A praia estava juncada de peixes mortos, conchas quebradas e algas negras, para ali lançadas pelas vagas. A ocidente, uma falésia rochosa entrava pelo mar dentro e prolongava-se numa série de recifes.
Robinson levantou-se e deu alguns passos.
Como o sol começava a queimar, fez uma espécie de chapéu, enrolando algumas das grandes folhas que cresciam junto à praia.
Após várias horas de penosa marcha, Robinson chegou ao sopé de um maciço de rochedos amontoados irregularmente.
Objecto trazido:
Trouxe igualmente do navio duas caixas de biscoitos, um óculo, a dois mosquetes de pederneira, uma pistola de dois canos, dois machados, uma pá, uma enxada, um martelo, alguma estopa e uma peca de tecido de lã vermelha, de fraca qualidade, que se destinava sem dúvida a eventuais trocas com os indígenas. No camarote do capitão encontrou o famoso barril de tabaco, bem fechado e contendo o grande cachimbo de porcelana, intacto apesar da sua fragilidade.
Por fim, encontrou, no camarote do e mediato, uma Bíblia em bom estado, que embrulhou num pedaço de vela, para a proteger.
Escrito por Rui em 17:46:54 | Link permanente | Comments (0) |

Laços

Um dia uma rapariga começou a estudar para ter um bom emprego para ganhar muito dinheiro para ajudar as pessoas que mais precisam, porque o pai da rapariga morreu porque tinha que comprar e fazer coisas mas não tinha meios para tal.
As coisas que ele tinha que fazer e comprar eram muito caras.
A rapariga teve um bom emprego e ajudou as outras pessoas.
 
Escrito por Rui em 15:19:05 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira | Outubro 25, 2007

O Rapaz Chinês


O Rapaz Chinês é um rapaz que gosta de ajudar as pessoas, ele foi chamado para ajudar numa loja mas ele até parece o dono da loja porque é ele que faz quase tudo o rapaz ajudava as pessoas e até incentiva para comprar os produtos tais como porcelana, velas, molduras e etc.

Na loja as contas fazem-se umas em cima das outras até um dia que o rapaz disse que aquilo não era vida para ele, e o rapaz despediu-se.

O rapaz disse que queria o seu próprio negócio porque gostava das coisas feitas como ele acha estarem certas.

O rapaz montou o seu negócio de artigos de desporto, corria tudo bem até ao dia que ouve outra pessoa que montou um negócio perto do sítio dele e do mesmo tipo de artigos com os preços muitos parecidos.

O rapaz Chinês foi surpreendido pelo que a concorrência dele fez tentou-lhe estragar o negócio com promoções na loja da concorrência do rapaz Chinês.

Até um dia que era a vez do rapaz Chinês tentar estragar o negócio do outro só que foi de vez que até conseguiu acabar com o negócio do outro.

O rapaz Chinês no ficou um grande empresário.      
Escrito por Rui em 14:56:39 | Link permanente | Comments (1) |

Terça-feira | Outubro 16, 2007

O MUNDO DA ANITA

A Anita era uma rapariga alta, magra, morena e de olhos azuis que vendia compota aos frascos era uma menina que até gostava de vender compota junto a um asfalto e em vez de escrever compota de morango, ou de cereja ela arredondava as palavras e apenas escrevia doçura.
A Anita até tinha muitos clientes que nunca vinham de volta para devolver a compota que compravam.
A Anita ás vezes até chegava a pensar que o mundo era dela porque ela tinha muitos clientes e tinha cada vez mais, as pessoas que compravam a doçura á Anita julgavam que a compota vinha toda dos olhos de Anita só que ela não sabia isso.
A Anita pensava que as pessoas só compravam por ter pena dela ou a compota tinha algum produto especial.
E foi sempre assim até que as pessoas até faziam fila só para levar a doçura da Anita.
                                       
Escrito por Rui em 00:48:10 | Link permanente | Comments (1) |

Quinta-feira | Outubro 04, 2007

Leitura Metódica de poemas

 

 

 

A leitura metódica de poemas constitui um excelente exercício de reconhecimento da riqueza de um texto poético. Para se fazer uma boa leitura metódica (com método) de poemas tem que se fazer a primeira vez uma leitura silenciosa e depois ler o poema mais, as vezes que forem necessárias, ter em atenção a pontuação e o ritmo do poema, sublinhar as palavras importantes e difíceis e os verbos, ver os tempos verbais e os recursos expressivos como por exemplo: a personificação, comparação e etc.

 

Prestar também atenção ao título do poema, ao nome do autor e ao nome das personagens.

 

 

 
Escrito por Rui em 15:11:07 | Link permanente | Comments (0) |